Apresentar-se em público não é uma tarefa fácil para a maioria das pessoas. Nervosismo e ansiedade são normais para qualquer um diante do público. Porém, durante o curso livre de teatro do Centro Cultural Feso Pro Arte (CCFPA), os estudantes são estimulados a entrar em cena sem medo de julgamentos. Foi isso o que aconteceu na última segunda-feira, 13 de julho, durante a primeira apresentação de monólogos selecionados pelos próprios alunos do professor Beto Corrêa.
Dividido em duas etapas, o curso oferece uma experiência completa de montagem teatral. Nele, os interessados pela arte cênica aprendem não somente a dar vida a um personagem no palco, mas também a construir todo um espetáculo.
Formado em atuação cênica, o professor Beto Corrêa disse que "a ideia do monólogo surgiu para eles entenderem a composição cênica, dos aparatos técnicos como iluminação, por exemplo. Assim, os alunos passam por toda essa produção teatral com plateia, pauta, divulgação e não somente a atuação".
Ao final do curso, há uma apresentação pública de um espetáculo teatral organizado pelos estudantes em junto com o professor, realizada na primeira ou segunda semana de dezembro. "Para acontecer, o teatro precisa de apenas dois elementos: um ator e uma pessoa na plateia. Se houver esses dois elementos, o teatro se faz", explicou o professor Beto Corrêa.
Experiência única
A proposta de um monólogo é relativamente desafiadora para os estudantes, uma vez que eles poderiam apresentar textos já conhecidos pelo grande público ou conteúdo autoral. Diante dos colegas de turma e do professor que anotava os pontos mais importantes para posterior avaliação, cada um dos estudantes interpretou, à sua maneira, seu monólogo.
Patrícia Barbosa, moradora de Teresópolis há apenas quatro meses e que buscou no curso uma forma de reconectar ao passado artístico, aproveitou a oportunidade para um auto desafio: contar a própria história. "Eu pensei em apresentar algo que eu mesma tinha escrito, e o texto que apresentei hoje nasceu de uma provocação diante de uma situação pessoal que vivi. Aprender a se expressar e também a trabalhar em grupo tem sido uma experiência muito especial", compartilhou.
Por: Raphael Branco