03/07/2026 14:28:53
Atualizado em 03/07/2026 14:54:31
Entre os dias 9 e 11 de julho, o Centro Cultural Feso Pro Arte (CCFPA) estará realizando a quinta edição do tradicional arraial que reúne diversas atrações dedicadas à valorização da cultura popular brasileira. O evento fará homenagem ao ilustrador brasileiro Ciro Fernandes, reconhecido pelo trabalho na Literatura de Cordel.
O 5º Arraial Feso Pro Arte acontecerá na próxima quinta e sexta-feira, das 16h às 22h, e no sábado, das 13h às 22h. Os ingressos estarão à venda no site da plataforma Sympla com valores simbólicos. Toda a renda será revertida para os projetos sociais do CCFPA.
A atração junina é uma parceria da Pro Arte com a Academia da Cultura Popular (ACPOP) e o Coletivo Amarte Cultural. A programação incluirá apresentações artísticas, exposições, brincadeiras, oficinas culturais, pratos típicos e atrações musicais.
Homenagem ao mestre xilogravador Ciro Fernandes
A Xilogravura é considerada uma das técnicas de impressão mais antigas do mundo, onde o artista imprime em madeira o seu desenho, como uma espécie de carimbo. No Brasil, a técnica é tradicionalmente reconhecida em obras nordestinas como ilustrações atreladas à Literatura de Cordel.
O homenageado desta edição do Arraial Feso Pro Arte é um mestre desta arte. Aos 85 anos de idade, Ciro Fernandes também é artista plástico, escritor e ilustrador, sendo o único ilustrador brasileiro a receber o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo trabalho no livro "Cordelinho" de Chico Salles.
Ele também já ilustrou capas de obras prestigiadas de autores como Raquel de Queiroz, Orígenes Lessa, Gilberto Freire, Autran Dourado, Ferreira Gullar, José Lins do Rego e Ana Maria Machado.
Como xilogravador, Ciro Fernandes moldou a identidade dos folhetos de cordel, publicações artesanais de histórias em rimas, que ele ajudou a transformar em obras de arte. Complementando em imagem o talento dos cordelistas, ele sugeriu trocar as fotografias que ilustravam as capas dos folhetos pelas xilogravuras.
Suas obras fazem parte de acervos importantes espalhados pelo Brasil como o do Museu Nacional de Belas Artes.
Por: Raphael Branco