05/03/2026 16:58:30
Atualizado em 05/03/2026 17:00:12
O Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (HCTCO) iniciou um novo capítulo em sua missão de formar especialistas com a chegada de 22 novos médicos residentes, empossados no dia 2 de março, durante uma cerimônia marcada por emoção, acolhimento e expectativas para os próximos anos de formação.
Os novos residentes chegam de diferentes origens: há egressos da própria instituição, profissionais de cidades vizinhas, de outros estados brasileiros e até de outros países. Para este novo ciclo, foram ofertadas vagas nas áreas de Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Medicina de Família e Comunidade, Medicina Intensiva, Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia e Traumatologia e Pediatria. A seleção ocorreu por meio do Exame Nacional de Residência (Enare), que registrou mais de 300 candidatos inscritos interessados em integrar os programas do hospital.
Segundo o professor Washington Millezi, a chegada dos novos médicos residentes foi marcada por forte emoção e demonstra o reconhecimento crescente da instituição no cenário da formação médica. "A recepção dos novos residentes R1 que escolheram o HCTCO foi de um sentimento e uma comoção ímpar. Tivemos relatos emocionantes de ex-residentes que hoje trabalham na instituição e ocupam cargos de chefia e preceptoria", destacou.
Millezi também ressaltou alguns pontos que evidenciam o crescimento dos programas de residência médica do hospital. Entre eles, a consolidação dos programas com reconhecimento internacional, evidenciada pela presença de médicas residentes vindas do Paraguai e da Bolívia, além da visibilidade nacional alcançada pelo hospital por meio do Enare. Outro fator frequentemente citado pelos novos residentes foi a qualidade de vida e a segurança de Teresópolis, elementos que também influenciaram na escolha pela instituição.
A nova coordenadora de ensino do HCTCO, Gabriela Marchal, que também é egressa do Unifeso e do programa de residência médica do hospital, destacou a satisfação em receber os novos profissionais e a responsabilidade de contribuir para sua formação.
"Sabemos que escolher onde fazer residência é uma decisão muito importante na carreira de um médico. Quando eles escolhem o nosso hospital, ficamos muito lisonjeados com esse prestígio. Estamos nos preparando para oferecer os melhores cenários de aprendizado, com desenvolvimento de habilidades técnicas, mas também de atitudes e experiências humanas que fazem parte do cuidado com o paciente", afirmou.
De acordo com a coordenadora, a residência médica é um período de intenso aprendizado, no qual os profissionais não apenas aprimoram conhecimentos clínicos e cirúrgicos, mas também vivenciam situações que contribuem para o amadurecimento profissional e emocional.
Sonhos e novas jornadas
Entre os novos residentes, as histórias revelam diferentes trajetórias e motivações. A médica Julia Knupp Apolinario, natural de Teresópolis, conta que sempre sonhou em voltar para a cidade após a graduação. "Saí para fazer faculdade na Universidade Federal de Juiz de Fora, mas sempre quis voltar para casa. Assim que me formei, arrumei minhas malas e voltei. Consegui passar na residência de Anestesiologia, que é meu sonho, e estou muito feliz", relatou.
Já Isabella Marenga, residente de Medicina de Família e Comunidade, destaca uma tradição familiar ligada à instituição. "Sou a sexta médica formada pela Feso na minha família. Voltei porque acredito muito na instituição e escolhi Medicina de Família por amor. Espero aprender muito nesses próximos anos", disse.
O pediatra residente Breno Pereira, também egresso da casa, descreveu como um privilégio retornar ao hospital. "Para mim é indescritível estar voltando e poder contribuir com o serviço de Pediatria, mantendo a qualidade de atendimento para nossas crianças e famílias", declarou.
A diversidade geográfica também marca a nova turma. O médico Pedro Henrique Camara, que veio de Brasília, conta que encontrou em Teresópolis um ambiente acolhedor. "A cidade é linda, muito segura, e as pessoas são muito receptivas. A gente se sente em casa rapidamente. Quero me tornar um ótimo pediatra e acredito que este hospital será fundamental para a minha formação", proferiu.
Outro residente de Pediatria, João Pedro Sarmento, veio da Bahia e descobriu o hospital por meio de recomendações de amigos. "Conversei com pessoas que estudaram aqui e falaram muito bem da instituição. Desde antes de chegar já me senti bem recebido. Espero aprender muito e que seja uma jornada leve e enriquecedora", contou.
Por Giovana Campos